Isso não aconteceu uma vez ou duas.
Era freqüente. Vivia sonhando que estava dirigindo com aquela garota ao lado.
Eu tinha sete anos de idade.
***
Quando eu era criança, eu fingia dirigir o carro do meu pai.
Fazia cara de quem sabia dirigir, colocava o braço pra fora da janela, aumentava o som do rádio e virava o volante.
Com a ventania quântica batendo no meu rosto, estava também àquela garota ao lado.
Todas as cenas bonitas de filme da sessão da tarde eram ali imaginadas.
***
-Tchau Cristian! – E então subiu no ônibus da escola. Foi tchau mesmo.
***
Multiplicando minha idade por três, encontrei uma época em que vi muitas mudanças ocorrerem.
O temido inesperado me cercava de uma forma surpreendente.
Vento lateral, maremoto, nenhum homem à bordo.
As lágrimas resfriavam o meu corpo, que já quente ainda precisava trabalhar.
Estava ali eu, só, meu barco e eu mesmo.
Como era de se esperar eu era mais fraco que a situação. Soltei o leme.
O céu se abriu, o mar virou um espelho d’água e o vento soprava feito uma leve brisa.
A noite negra foi quebrada por um arco Iris cruzando de leste a oeste, tão grande quanto meus olhos puderam ver.
***
- Mãe cheguei! Já to aqui – silêncio - Sim sim! Tá mãe. Te amo!
***
Estava eu ali, depois de duas vezes aquela minha idade, vendo aquela minha inocência.
Dirigindo de verdade com aquela mesma, agora, mulher.
14/06/2010
Cristian Röthig
Aeee primo,
ResponderExcluirBom que voltou ^^
Vou acompanhar, continue escrevendo!!
hum boneca! muito bem!
ResponderExcluirHallo Meine brüdder. Wie geht´s. Deine blog ist toll! Ich kann bedeutest nicht aber ich denke es ist coole!
ResponderExcluirMeine blog http://dejournalme.blogspot.com/